Gonçalo Ramos, contratado pelo Milan por 70 milhões de euros, ainda não mostrou a que veio. Em 13 jogos, o português soma apenas três gols, desempenho aquém do esperado para o reforço mais caro da história do clube. A situação gera pressão e questionamentos sobre sua capacidade de ocupar a icônica camisa 9 do time.
Os números são alarmantes: em média, Ramos acerta menos de um chute no gol por partida. Segundo a "Gazzetta dello Sport", cada chute certeiro do atacante custa ao Milan cerca de 6,3 milhões de euros (R$ 38 milhões). No ranking de finalizações da Serie A, ele aparece apenas em 16º lugar.
Enquanto na seleção portuguesa Ramos demonstra boa forma, marcando em três jogos consecutivos na última Data Fifa, no Milan seu desempenho é irregular. Na Serie A, ele balançou as redes duas vezes: contra o Venezia e em um pênalti frente à Atalanta.
A baixa contribuição ofensiva também ficou clara no jogo contra o Ferencváros, onde teve apenas 26 toques na bola e duas finalizações sem sucesso. Isso levanta dúvidas sobre sua capacidade de se integrar ao esquema tático do time italiano.
O histórico recente do jogador também não ajuda. Pelo PSG, nas temporadas anteriores, seus números foram modestos: 12 gols em 45 jogos na última temporada e 19 gols em 46 partidas no ano anterior. Seu melhor desempenho ocorreu no Benfica, onde marcou 27 gols na temporada 2022/23.
No Milan, a expectativa é que Ramos recupere esse nível de performance. Com ainda 28 rodadas pela frente na Serie A, ele tem tempo para mudar sua trajetória e justificar o alto investimento feito pelo clube italiano. Entretanto, cada jogo sem resultados concretos aumenta a pressão sobre o atacante em San Siro.