Um vídeo polêmico envolvendo Kylian Mbappé desencadeou uma série de reações na China, levando três empresas a cortarem laços publicitários com o jogador do Real Madrid. A gravação mostra Mbappé mencionando um meme que associa seu rosto ao de Mao Tsé-tung, antigo líder chinês.
A resposta foi imediata. Dongpeng, Mengniu e Milkground anunciaram o fim das parcerias, alegando "tolerância zero" com atitudes que ferem sentimentos nacionais. Nas redes sociais chinesas, especialmente no Weibo, o assunto ganhou grande repercussão.
Durante coletiva, Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou que qualquer ação que ofenda o povo chinês será naturalmente rejeitada. O impacto foi tamanho que a conta de Mbappé no Xiaohongshu foi bloqueada por violar regras da comunidade.
O vídeo começou a circular com Mbappé comentando montagens sobre ele, referindo-se a um "ditador chinês". Isso gerou indignação entre internautas chineses, alguns dos quais pediram boicote às empresas se medidas legais não fossem tomadas contra o jogador.
Mao Tsé-tung é uma figura reverenciada na China por ter liderado a revolução comunista e proclamado a República Popular em 1949. Suas menções indevidas são vistas como ofensivas.
No futebol, Mbappé é uma figura popular na China, mas isso não impediu as críticas. Ele já havia enfrentado reações negativas anteriormente por comentários sobre temas sensíveis para o governo chinês.
A recente onda de desaprovação coincidiu com sua derrota na disputa pela Bola de Ouro de 2026 para Harry Kane. A situação destaca como questões políticas podem rapidamente afetar figuras públicas no cenário internacional.