Os anfitriões da Copa do Mundo, Canadá, Estados Unidos e México, garantiram suas vagas na próxima fase do torneio, reforçando a tradição de países-sede avançarem além da fase de grupos. Desde o início do evento, apenas África do Sul em 2010 e Catar em 2022 não conseguiram tal feito.
Historicamente, sediar o torneio tem sido um bom presságio para os times da casa. Seis anfitriões venceram a Copa: Uruguai (1930), Itália (1934), Inglaterra (1966), Alemanha Ocidental (1974), Argentina (1978) e França (1998). Curiosamente, a Inglaterra só conquistou o título quando foi sede.
Outros países-sede chegaram perto de conquistar o troféu. O Brasil, por exemplo, foi vice-campeão em 1950 após ser derrotado pelo Uruguai no Maracanã. Já a Suécia chegou à final em 1958, mas perdeu para a Seleção Brasileira.
O desempenho dos anfitriões é frequentemente notável. A Suécia teve sua melhor campanha em 1958 ao chegar à final. Chile e Coreia do Sul alcançaram as semifinais em suas edições domésticas em 1962 e 2002, respectivamente. Outros anfitriões que chegaram longe foram Suíça (1954), México (1970 e 1982) e Rússia (2018), todos atingindo as quartas de final.
O Japão conseguiu avançar até as oitavas pela primeira vez em 2002 e repetiu essa façanha nos anos seguintes: 2010, 2018 e 2022.
Anfitriões também se destacam na artilharia. Ademir de Menezes pelo Brasil em 1950, Leonel Sánchez pelo Chile em 1962, Mario Kempes pela Argentina em 1978, Salvatore Schillaci pela Itália em 1990 e Miroslav Klose pela Alemanha em 2006 foram artilheiros quando seus países sediaram a Copa. Desses artilheiros, apenas Kempes conquistou o título mundial.