O Atlanta United assegurou que vai honrar o acordo estabelecido com John Textor, evitando um novo transfer ban para o Botafogo, apesar do atraso no pagamento da segunda parcela pela dívida de Thiago Almada. A confirmação foi dada por Chris Henderson, diretor de futebol do clube americano, durante uma entrevista coletiva.
O Botafogo já havia pago 10 milhões de dólares à vista pela primeira parcela, mas ainda não quitou a segunda, acertada em fevereiro para retirar o clube da sanção de transfer ban. Para resolver a situação, Textor participou de reuniões com representantes do Atlanta United e da MLS, solicitando uma prorrogação do prazo de pagamento.
Além da prorrogação, um acordo verbal foi estabelecido para garantir que o Atlanta United não acionasse a FIFA imediatamente devido ao atraso. Esse acordo foi essencial para evitar que o clube brasileiro enfrentasse novas sanções.
— Sobre o Botafogo, há um acordo de conciliação em vigor e vamos cumprir os termos desse acordo. Então acho que isso é realmente tudo o que vou dizer sobre isso: há um acordo firmado e é assim que estamos seguindo em frente — afirmou Chris Henderson.
Normalmente, o procedimento seria notificar a FIFA para aplicar um novo transfer ban ao Botafogo, impossibilitando o clube de registrar novos jogadores. No entanto, o Atlanta United optou por não tomar essa medida imediata, mesmo com o atraso.
O contrato prevê uma multa para atrasos, que excede ao dobro do valor total e deve ser paga à vista se ativada. Contudo, o Atlanta United ainda não indicou planos de acionar essa cláusula.
O clube americano entende que o Botafogo enfrenta dificuldades de fluxo de caixa devido a divergências administrativas entre o clube social e a SAF. John Textor destacou essa situação para justificar o atraso, e, pelo menos por enquanto, o Atlanta United aceitou essa explicação.