A corrida pelo comando do São Paulo Futebol Clube já movimenta os bastidores, mesmo com a eleição presidencial marcada apenas para dezembro. O pleito definirá quem liderará o clube entre 2027 e 2029, e a disputa começa muito antes, com eventos cruciais como a escolha de novos conselheiros vitalícios e eleitos.
Após o impeachment de Julio Casares em janeiro, o cenário político do clube foi redesenhado. Atualmente, seis dos nove grupos políticos apoiam a gestão vigente: Vanguarda, Legião, Participação, Sempre Tricolor, Somos SPFC e Super. Juntos, eles somam aproximadamente 140 conselheiros.
A oposição é composta por Força, Salve o Tricolor Paulista e Novo São Paulo, totalizando cerca de 90 integrantes. Além disso, há 19 conselheiros independentes que não formam um bloco coeso e tendem a dividir seus votos.
Um dos cargos mais cobiçados na política do clube é o de conselheiro vitalício. Dos 260 assentos previstos no Conselho Deliberativo do São Paulo, 160 são ocupados por vitalícios. Neste ano, dez novas vagas serão abertas para candidatos com pelo menos 20 anos de vínculo com o clube.
A escolha dos novos vitalícios é considerada uma etapa estratégica na disputa presidencial. O Conselho Consultivo tem a responsabilidade de indicar até dois terços dos candidatos para uma lista final que será votada pelo Conselho Deliberativo. Nos bastidores, espera-se que muitos indicados sejam alinhados à oposição.
O grupo governista ainda não anunciou seu candidato oficial à presidência. Harry Massis permanece como presidente interino e não descarta concorrer ao cargo completo. Outro nome forte é Adílson Alves Martins, empresário e assessor financeiro da presidência.
No campo da oposição, Daurio Speranzini, Marcelo Marcucci Portugal Gouvêa e Flávio Marques são nomes cogitados para uma possível candidatura unificada.