Caso Augusto Melo gera novas punições e expulsões no Corinthians

Decisão afeta três membros por evento de 2025.
Foto: Raul Moura/CNN Brasil
Parque Sao Jorge, sede social do Corinthians

O Corinthians decidiu nesta segunda-feira (8) expulsar os conselheiros Maria Angela Ocampos, Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé do quadro de sócios. A decisão veio após uma reunião no Parque São Jorge, onde o episódio de invasão à presidência do clube em maio de 2025 foi discutido.

A invasão, que ocorreu em 31 de maio daquele ano, envolveu a tentativa de Augusto Melo retomar a presidência, desafiando o então presidente interino Osmar Stabile. Durante o ocorrido, Maria Angela se autoproclamou presidente do Conselho Deliberativo, alegando um pedido da Comissão de Ética para afastar Romeu Tuma Júnior. Roberson de Medeiros, o vice-presidente legítimo, estava em licença médica.

O episódio foi considerado ilegítimo por Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile. Em junho de 2025, tanto a Comissão de Justiça do Conselho Deliberativo quanto o Cori emitiram uma carta contestando as ações de Augusto Melo e Maria Angela Ocampos. Eles reforçaram que não havia base estatutária para os atos realizados.

Desdobramentos do caso

Na esteira das expulsões mais recentes, Augusto Melo já havia sido retirado do quadro de sócios na semana anterior devido ao mesmo incidente. Além disso, ele foi declarado inelegível por um período de 10 anos após sua destituição definitiva da presidência em agosto daquele ano.

No dia da invasão ao Parque São Jorge, Leonardo Pantaleão, assessor jurídico na época, registrou um boletim de ocorrência envolvendo acusações como constrangimento ilegal e cárcere privado.

A expulsão planejada para Mario Mello Junior também estava na pauta, mas foi adiada devido a questões médicas do conselheiro. Enquanto isso, a votação entre os associados mostrou apoio significativo à destituição de Augusto Melo: 1.413 votos favoráveis contra 620 contrários.

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