Em um jogo eletrizante no Chile, o Cruzeiro conseguiu segurar um empate contra a Universidad Católica, mesmo enfrentando adversidades. A equipe jogou todo o segundo tempo com um jogador a menos após a expulsão de Keny Arroyo, ocorrida logo nos primeiros minutos da etapa final.
A expulsão de Arroyo, que surgiu de uma disputa com Zuqui, colocou a equipe em uma situação desafiadora. O atacante pisou no pé do adversário, e o árbitro assistente sinalizou a falta, resultando em cartão vermelho direto. Os jogadores do Cruzeiro protestaram e solicitaram revisão pelo VAR, mas o árbitro Andrés Rojas não reviu o lance.
Com a desvantagem numérica, Artur Jorge, técnico do Cruzeiro, destacou a resiliência da equipe: "Quando não podíamos ganhar, tínhamos de fazer tudo para não perder. A equipe teve exatamente esse princípio, comportou-se na segunda metade de uma forma excepcional na entrega, na vontade de segurar um resultado ou um ponto que é importante para um grupo tão equilibrado."
"Com quatro minutos (do segundo tempo) acabamos por praticamente abdicar do plano que trazíamos para fazer."
Artur Jorge também expressou preocupação com o critério do árbitro, mencionando que já presenciou jogadas mais agressivas em outras partidas da Libertadores sem a mesma consequência. "Preocupa aquilo que é o rigor. O que se tem em conta e eu não discuto é falta. Parece-me falta, mas parece-me exagerado", afirmou.
O empate permitiu que o Cruzeiro ultrapassasse o Boca Juniors na classificação do grupo. A equipe agora soma sete pontos, mesma pontuação da Universidad Católica, mas fica atrás pelo critério de confronto direto. O Boca Juniors segue com seis pontos, e a próxima rodada promete ser decisiva, com o Cruzeiro enfrentando a equipe argentina na Bombonera.