Douglas Schwartzmann e Mara Casares, ex-diretores do São Paulo, foram expulsos do clube e terão que indenizar a instituição por danos decorrentes da exploração ilegal de um camarote do Morumbi durante eventos musicais.
Recentemente, o Conselho Deliberativo aprovou a expulsão dos envolvidos e determinou o "reconhecimento do dever de reparação dos prejuízos materiais causados ao SPFC", conforme previsto no artigo 11 do Regimento Interno e no artigo 34, alínea “c”, do Estatuto Social. A quantia exata ainda será calculada por meio de um procedimento específico.
O artigo 11 estabelece que a indenização será aplicada a associados ou não associados que, ocupando cargos no SPFC, causem danos ao clube. É garantido o direito de defesa antes da aplicação de qualquer penalidade.
O São Paulo agora trabalha para determinar o montante do prejuízo causado pelo esquema clandestino, que veio à tona em dezembro passado através de uma revelação do ge. Investigações da Polícia Civil e do Ministério Público apontam que a atividade irregular ocorreu de 2023 a 2025.
Schwartzmann e Casares tornaram-se foco das investigações após suspeitas de participação no esquema durante o show da cantora Shakira, em fevereiro do ano anterior. Após a divulgação do caso pelo ge, ambos pediram licença de suas funções, enquanto Mara também deixou o Conselho Deliberativo.
Áudios divulgados comprovam que Schwartzmann e Mara Casares participaram do esquema. As gravações, que vieram à tona com exclusividade, mostram Schwartzmann afirmando que tanto ele quanto outras pessoas lucraram com a exploração. Ele também menciona que Mara foi uma garantidora de confiança no esquema.
O esquema envolveu o "camarote 3A", localizado no setor leste do estádio, próximo ao escritório do presidente Julio Casares. O espaço, destinado originalmente para reuniões e entrevistas, foi usado para a comercialização ilegal de ingressos, conforme mostrado em documentos internos do clube.