A recente decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de antecipar a abertura da janela de transferências para 6 de julho pegou o Figueirense em um momento crucial. O clube, que está em meio ao processo de aquisição por uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), busca soluções para resolver o transfer ban imposto pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).
O bloqueio, resultado de uma disputa com o Cascavel, do Paraná, sobre valores da transferência do jogador Oberdan para a Coreia do Sul, impede o Figueirense de registrar novos jogadores. A expectativa é que a formalização do contrato com a Pansports, empresa escolhida para assumir a SAF, ocorra até o final deste mês.
Edson Silva, representante da Pansports, destacou que apesar dos esforços para ajudar o clube, ainda não há um respaldo contratual que permita ações mais efetivas. Na última terça-feira, ele se reuniu com dirigentes alvinegros e mencionou que questões internas complicaram ainda mais a situação financeira. Recentemente, R$ 1,5 milhão foi adiantado pelo grupo para cobrir dívidas urgentes e salários atrasados, mas um erro bancário comprometeu parte desse montante.
Enquanto isso, nomes como Túlio Guerreiro e Ney Franco estão envolvidos nas discussões sobre os próximos passos do clube. Com a abertura antecipada da janela de transferências às portas, o Figueirense corre contra o tempo para regularizar sua situação e evitar prejuízos maiores na temporada.