A Conmebol iniciou um processo disciplinar contra o Flamengo após o clube exibir a mensagem 'Proibir não é proteger' durante uma partida da Libertadores. A frase, exibida no telão do Maracanã, foi entendida como uma manifestação política, o que é proibido pela entidade. O episódio ocorreu no jogo contra o Ñublense, do Chile.
O Flamengo justificou que a mensagem fazia parte de uma campanha de conscientização sobre os direitos das mulheres, alinhada com ações sociais promovidas pelo clube. No entanto, a Conmebol considera que a iniciativa infringe suas normas, que proíbem manifestações políticas nos eventos esportivos organizados pela confederação.
O clube agora aguarda o desdobramento do caso e pode ser penalizado com multas ou outras sanções. A diretoria rubro-negra já está preparando sua defesa para apresentar aos órgãos competentes da Conmebol na tentativa de evitar punições.
Esse incidente coloca novamente em debate os limites entre campanhas sociais e manifestações políticas nos eventos esportivos internacionais. O Flamengo tem até o final do mês para enviar sua defesa à comissão disciplinar da entidade sul-americana.