O Fluminense decidiu tomar medidas formais contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após a anulação do gol de Kevin Serna, que ocorreu durante o empate contra o Coritiba por 1 a 1, no estádio Couto Pereira, no sábado (4). O presidente do Tricolor, Mattheus Montenegro, pretende se reunir pessoalmente com a entidade para formalizar a reclamação na reunião semanal de arbitragem, realizada às segundas-feiras.
O incidente ocorreu logo aos 16 minutos de jogo. Durante uma cobrança de escanteio, Serna marcou após receber na segunda trave, mas a jogada foi revisada pelo VAR, que resultou na anulação do gol devido a uma alegada falta de Castillo sobre Sebastián Gómez na área.
O Fluminense questiona a "falta de critério" do árbitro Rafael Rodrigo Klein ao conduzir a partida. No domingo (5), a Comissão de Arbitragem da CBF divulgou o áudio da comunicação entre árbitros de campo e vídeo, explicando que a decisão se baseou na Regra 12, que prevê a marcação de tiro livre direto em caso de falta cometida com contato físico, com revisão autorizada pelo VAR em lances de gol.
O técnico do Fluminense, Luis Zubeldía, expressou sua insatisfação em uma coletiva de imprensa após o jogo. Ele afirmou não compreender o critério utilizado na decisão. "Estou seguro que não é falta. Não entendo o critério que se usa. Quando um goleiro ou um defensor está marcando e está pressionando um atacante, envolvendo com os dois braços, a bola vem. O atacante não tem outra opção senão tirar o marcador de cima, normal", comentou Zubeldía.
O técnico ainda ironizou a situação, criticando a interpretação do árbitro sobre a força aplicada pelo jogador. "Se ele está posicionado com os dois pés paralelamente ao arco, ele sabe que vai perder o equilíbrio. Com um leve deslocamento dos braços, normal. O árbitro entende que é falta. Não é falta. Ele mediu a força do jogador? Então, é um visionário, é um fenômeno. Se ele interpreta que a força que exerce o atacante é para que o defensor caia, então é um gênio", concluiu.