Palmeiras sobe o tom e publica nota oficial com duras críticas ao STJD e à CBF

Clube contesta suspensão de Abel e adiamento de Fla-Flu.
Foto: AFP
Tecnico Abel Ferreira foi suspenso por oito jogos pelo STJD por ofensas a arbitragem

O Palmeiras divulgou uma nota oficial criticando o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após ter seu pedido de efeito suspensivo negado. O clube queria contar com o técnico Abel Ferreira no clássico contra o Corinthians, mas a solicitação foi rejeitada, o que gerou insatisfação.

Abel Ferreira foi suspenso por oito partidas devido a expulsões em jogos contra o São Paulo e o Fluminense, em partidas válidas pelo Brasileirão. Ele já cumpriu duas suspensões de forma automática, restando seis jogos para completar a penalidade. O clube paulista alega que o STJD agiu com "rigor desproporcional", especialmente no caso do clássico contra o São Paulo, onde o técnico foi punido após chamar o árbitro de "cagão" e chutar a bola que estava no suporte da CBF.

A situação se agravou após a expulsão contra o Fluminense, que resultou em mais dois jogos de suspensão. Segundo a súmula, Abel teria se dirigido à assistente Fernanda Gomes Antunes e ao 4º árbitro Luis Tisne de forma grosseira, o que o levou a receber o cartão vermelho.

Além das críticas ao STJD, o Palmeiras também expressou descontentamento com a CBF por aceitar o pedido do Flamengo para adiar o jogo contra o Fluminense de sábado para domingo. O motivo para o adiamento foi um atraso logístico do Flamengo, que viajava do Peru para o Rio de Janeiro após uma partida pela Libertadores. Fluminense e Polícia Militar do Rio apoiaram a decisão de adiamento.

Na nota, o Palmeiras destacou que sempre respeitou os processos estabelecidos e defendeu seus direitos de forma reservada. No entanto, diante dos acontecimentos, o clube decidiu tornar pública sua insatisfação, criticando as decisões que considera arbitrárias e prejudiciais à credibilidade das competições.

O clube encerrou a nota manifestando o desejo de que, em segunda instância, o caso do técnico Abel Ferreira seja analisado com mais coerência e equidade, questionando a imparcialidade nas decisões que favorecem apenas algumas equipes, como no caso do adiamento do Fla-Flu.

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