Em meio a uma operação da Polícia Federal que tem como alvo seu presidente, Samir Xaud, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu um comunicado nesta quarta-feira. A ação investiga a suposta compra de votos para as eleições municipais de 2024 em Roraima, Estado natal de Xaud.
Juntamente com Samir Xaud, a deputada federal Helena Lima (MDB-RR) e seu marido, o empresário Renildo Lima, também estão sob investigação. A operação, denominada Caixa Preta, envolve a execução de dez mandados de busca e apreensão em Roraima e Rio de Janeiro, com o bloqueio judicial de mais de R$ 10 milhões nas contas dos envolvidos.
A investigação teve origem com a prisão de Renildo Lima em setembro de 2024, às vésperas das eleições municipais, quando foram apreendidos R$ 500 mil em espécie, parte desse valor encontrado escondido dentro de sua cueca. Em maio de 2025, Samir Xaud sucedeu Ednaldo Rodrigues como presidente da CBF, assumindo um mandato até 2029, em meio a afastamento judicial de seu antecessor.
A CBF esclarece que a presença da Polícia Federal em sua sede nesse desdobramento da investigação determinada pela Justiça Eleitoral de Roraima não possui vínculos com a instituição ou o futebol brasileiro. O presidente Samir Xaud não figura como alvo central das apurações, mantendo-se disponível para quaisquer esclarecimentos necessários.
Ainda sem informações oficiais sobre o foco da investigação, a entidade garante que nenhum equipamento ou material foi levado pelos agentes, e reitera a tranquilidade de Xaud diante da situação, colaborando com as autoridades conforme solicitado. Acompanhe as atualizações sobre esse desdobramento que impacta o cenário esportivo nacional.