O novo julgamento sobre a morte de Diego Maradona teve início na última terça-feira na Argentina. Acusados de negligência, a equipe médica enfrenta novas audiências no 7º Tribunal Criminal de San Isidro. Entre eles, o neurocirurgião Leopoldo Luque sustenta sua inocência, contestando as alegações de omissão de cuidados adequados ao ex-jogador.
Leopoldo Luque, principal réu, declarou: "Sou inocente e lamento muito a sua morte. Estou absolutamente seguro de que Maradona não sofreu qualquer agonia". Ele afirmou ter deixado claro que sua especialidade era neurocirurgia, e não clínica geral, reforçando que recomendou a busca por um clínico para o paciente.
Luque e outros seis profissionais da equipe médica respondem por homicídio culposo pela morte de Maradona, acusados de não prestar assistência apropriada. Em contrapartida, Luque contesta o relatório oficial entregue ao Ministério Público de San Isidro, que apontava "sinais inequívocos de um período agônico prolongado" antes do falecimento do ídolo.
O julgamento em San Isidro, na província de Buenos Aires, promete trazer cerca de 100 testemunhas ao tribunal. Além de Luque, estão no banco dos réus a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Angel Diaz, a médica Nancy Edith Forlini, o enfermeiro Ricardo Almiron, o enfermeiro-chefe Mariano Ariel Perroni e o médico Pedro Pablo Di Spagna.
O processo inicial foi anulado em março do ano passado após a renúncia de uma das juízas, Julieta Makintach, que foi flagrada dando entrevistas dentro do tribunal, violando regras judiciais.
A morte de Maradona em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, após um ataque cardíaco, ocorreu enquanto ele se recuperava de uma cirurgia cerebral para retirada de um coágulo. O ídolo, que liderou a Argentina ao título mundial em 1986, permanece uma figura central no imaginário futebolístico do país.