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Fifa responde críticas sobre preços de ingressos da Copa de 2026

Infantino explica preços e uso das receitas da Copa do Mundo.
Foto: Jia Haocheng / AFPGianni Infantino, presidente da Fifa
Gianni Infantino, presidente da Fifa

A Fifa tem enfrentado críticas intensas sobre o custo elevado dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026. Durante um evento em Washington, o presidente da entidade, Gianni Infantino, abordou o tema, destacando a existência de ingressos para diversas categorias, incluindo entradas a partir de 60 dólares.

Infantino explicou que os valores dos ingressos variam significativamente, com opções desde bilhetes mais acessíveis até camarotes que podem custar dezenas de milhares de dólares. Esta diversidade, segundo ele, visa atender perfis variados de torcedores. Ele ressaltou que a Copa do Mundo é a principal fonte de receita da Fifa, sendo realizada apenas uma vez a cada quatro anos.

A Fifa gera receita em um único mês durante a Copa. Nos outros 47 meses, utilizamos esses recursos — comentou Infantino.

Os ingressos de 60 dólares, que equivalem a aproximadamente 327 reais na cotação atual, foram introduzidos pela Fifa no ano passado. Destinados a torcedores das seleções classificadas, eles valem para todos os 104 jogos, inclusive a final. Este esforço visa tornar o evento mais acessível, apesar das críticas sobre os preços praticados.

Infantino também ressaltou que, apesar dos significativos rendimentos gerados pela Copa, a Fifa é uma organização sem fins lucrativos. Conforme ele afirmou, todo o dinheiro arrecadado é reinvestido no futebol mundial, beneficiando 211 países.

— O interessante, que muitos não sabem, é que embora geremos bilhões, toda a receita é revertida para o futebol — acrescentou o presidente da Fifa, em tom de leveza.

O modelo de precificação, que se baseia na popularidade das equipes e na demanda por bilhetes, foi alvo de crítica, especialmente por parte da organização de torcedores europeus (FSE), que denunciou a Fifa à Comissão Europeia pelos preços abusivos.