Após o revés sofrido para o Independiente Rivadavia, da Argentina, na quarta-feira (15), pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores, torcedores do Fluminense se dirigiram ao CT Carlos Castilho para protestar. Na quinta-feira (16), cerca de 40 pessoas se reuniram no local, abordando jogadores e manifestando descontentamento também com o presidente Mattheus Montenegro.
Os torcedores esperaram a chegada dos atletas, marcada para as 16h (de Brasília), na entrada do centro de treinamento. O zagueiro Freytes foi um dos principais alvos dos protestos, especialmente após a divulgação de uma foto de sua esposa com torcedores do Independiente Rivadavia. Além disso, o lateral-direito Guga foi criticado por uma declaração dada na zona mista, onde afirmou que "ganhar sempre seria chato".
Na tentativa de amenizar o clima tenso, o lateral-direito Samuel Xavier, o volante Bernal e o atacante Germán Cano pararam para conversar com os torcedores. O zagueiro Jemmes, visivelmente abalado, teve dificuldades para dialogar. Recém-contratado, Millán foi questionado sobre a remoção de fotos com a camisa do Fluminense de suas redes sociais. Hércules, por sua vez, foi confrontado sobre sua substituição durante o intervalo do jogo.
Após as reclamações na entrada do CT, o grupo de torcedores foi recebido em um dos campos do centro de treinamento. Participaram da conversa o presidente Mattheus Montenegro, o vice de futebol Ricardo Tenório e algumas lideranças do elenco. Estavam presentes na reunião o lateral-direito Samuel Xavier, o lateral-esquerdo Renê, o volante Martinelli e o atacante Canobbio.
O Fluminense enfrenta sua pior fase sob o comando do técnico Zubeldía. Após uma sequência de 21 jogos de invencibilidade como mandante, o time de Laranjeiras sofreu sua segunda derrota consecutiva em casa. Além disso, a insatisfação da torcida se intensifica com a decisão da diretoria de adiar o clássico contra o Flamengo, a pedido do rival, devido ao atraso do voo da delegação que retornava de Cusco, no Peru.