O Atlético-MG está progredindo em encontrar uma solução para sua dívida onerosa, que afeta o cotidiano do clube. De acordo com o CEO Pedro Daniel, o montante total da dívida do clube é de R$ 1,8 bilhão.
Recém-chegado ao posto de CEO, Pedro Daniel revelou que estão sendo discutidas alternativas nos bastidores para garantir um aporte de R$ 500 milhões. Este valor seria destinado a atacar as dívidas bancárias mais urgentes, permitindo ao clube melhorar sua saúde financeira a médio e longo prazo.
— Estamos explorando todas as opções possíveis. Os R$ 500 milhões são considerados para as dívidas mais críticas, que impactam mais o dia a dia do clube. A ideia é reperfilar a dívida para evitar sufocamento a curto prazo — afirmou Daniel em entrevista à Itatiaia.
O executivo mencionou que em breve devem surgir boas notícias sobre o assunto, com a expectativa de anunciar o reperfilamento da dívida ainda no primeiro semestre. O foco inicial recai sobre os R$ 500 milhões considerados mais urgentes.
No ano anterior, Rubens Menin, sócio majoritário do clube, havia sugerido a busca por um investidor estrangeiro, mas atualmente a solução mais provável parece ser um aporte dos próprios proprietários.
— Avaliamos se vale a pena buscar investidores externos ou manter o investimento internamente, considerando a complexidade de governança e atuação. Estamos discutindo um potencial avanço internamente.
Planejamento para 2026
A curto prazo, o Atlético-MG busca formar um time competitivo e alcançar bons resultados esportivos. O CEO destacou o processo de reformulação em andamento, que visa equilibrar desempenho esportivo com as finanças do clube.
— O desafio deste ano, especialmente no primeiro semestre, é realizar uma reformulação à altura do clube. Isso apresenta desafios financeiros, mas estamos trabalhando intensamente para fortalecer o Galo tanto esportivamente quanto financeiramente no médio prazo.
