O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, participou do Fórum Nacional de Formação Esportiva, promovido pelo Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) em Campinas, na última quinta-feira (23).
Durante o evento, Bap criticou os caminhos tomados pelas Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) do Botafogo e do Vasco, destacando preocupações com a gestão das dívidas.
Gestão de dívidas no Botafogo
Ao abordar a situação do Botafogo, Bap expressou seu descontentamento com o pedido de recuperação judicial do clube, mencionando que a dívida, inicialmente estimada em R$ 700 milhões, teria aumentado substancialmente. Ele defendeu que a Lei das SAFs deveria ser revista para evitar que dívidas se multipliquem dessa forma.
"A recuperação judicial inclui a dívida inicial, que deveria ter sido solucionada. Em vez disso, surgiu mais R$ 1 bilhão em novas dívidas, resultando em um grande pacote de reestruturação", afirmou Bap aos jornalistas presentes.
Venda do Vasco sob crítica
Quanto ao Vasco, Bap se mostrou contrário à venda do clube para Marcos Lamacchia, que é enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. A negociação envolve a compra de 90% das ações do clube por R$ 2 bilhões.
"Apesar de alegarem que não há propriedade cruzada, a legislação nacional é clara quanto a isso. Querem saber qual instituição financeira emprestaria dinheiro sob tais condições? É só observar o empréstimo da Crefisa ao Vasco e a garantia exigida", comentou Bap.
Exemplos positivos de SAFs
Apesar das críticas, Bap reconheceu que algumas SAFs no Brasil têm se destacado positivamente, como é o caso do Bahia e do Red Bull Bragantino. Segundo ele, "são exemplos de clubes que conseguiram administrar suas dívidas e honrar compromissos".
O presidente do Flamengo enfatizou a importância de responsabilizar aqueles que investem nos clubes e garantiu que isso deve ser feito de forma sustentável e responsável.
