O processo de impeachment do ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, havia avançado com a aprovação do Conselho Deliberativo na última sexta-feira. Contudo, ainda era necessária uma Assembleia Geral para a confirmação da destituição.
Na última quarta-feira, Julio Casares surpreendeu ao renunciar ao cargo de presidente, poucas horas antes de uma partida contra a Portuguesa. Assim, Harry Massis, que ocupava a presidência interinamente, passou a ser o presidente definitivo até o fim do mandato, que se encerraria no final do ano.
Com a saída de Casares, a necessidade de uma Assembleia Geral para votar o impeachment foi eliminada. Harry Massis, vice-presidente na gestão de Casares, assume agora a presidência até a eleição que definirá o novo líder para o triênio 2027-2029.
A chegada de Massis ao comando abre espaço para diversas mudanças administrativas. Logo após o impeachment de Casares, o superintendente Marcio Carlomagno, um aliado próximo do ex-presidente, deixou o cargo. Dedé, diretor do clube social, também se desligou de suas funções.
Essas alterações foram as primeiras medidas implantadas por Massis desde que assumiu a presidência. Ele aguardava a renúncia de Casares ou a realização da Assembleia Geral para implementar suas intenções de reformulação nas diretorias.
As eleições para o próximo presidente ocorrerão no final da temporada, sem antecipação ou mudanças no cronograma devido ao impeachment. A data será definida em breve, mantendo o planejamento inicial do clube.
