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Crise esportiva atinge cúpula da federação italiana após nova eliminação

Gravina deixa FIGC após Itália falhar na classificação mundial.
Foto: Claudia Greco / ReutersPresidente da Federação Italiana renuncia após seleção não se classificar para Copa
Presidente da Federação Italiana renuncia após seleção não se classificar para Copa

Gabriele Gravina, presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), renunciou ao cargo nesta quinta-feira (2), em resposta à eliminação da seleção italiana na repescagem europeia. Este revés deixou a ‘Azzurra’ fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva, conforme comunicado da entidade.

Gravina, que tem 72 anos, assumiu a presidência da FIGC em 2018, após a Itália também não se classificar para a Copa da Rússia. A tetracampeã mundial não alcançou vaga para o torneio no Catar em 2022 e novamente falhou em se classificar para a edição de 2026, a ser realizada na América do Norte.

Na disputa decisiva, a Itália perdeu nos pênaltis para a Bósnia e Herzegovina, após empatar em 1 a 1 nos 120 minutos de jogo em Zenica. Este resultado selou a ausência da seleção no Mundial organizado por Estados Unidos, México e Canadá.

Gravina anunciou sua renúncia ao conselho da FIGC, que tinha mandato até fevereiro de 2025, e chamou uma assembleia extraordinária para 22 de junho em Roma. O dirigente, que também é vice-presidente da Uefa, é ligado a Aleksander Ceferin, presidente da confederação europeia.

Durante seu período à frente da FIGC, a Itália conquistou a Eurocopa em 2021. Contudo, não conseguiu vaga para duas Copas do Mundo e foi eliminada nas oitavas de final da Eurocopa de 2024, registrando sua pior campanha continental.

Andrea Abodi, ministro dos Esportes da Itália, criticou Gravina e pediu sua saída, responsabilizando-o pelo que a imprensa italiana denominou de "terceiro apocalipse". Abodi defende uma renovação na diretoria da FIGC para reconstruir o futebol italiano.

Futuro incerto para a 'Azzurra'

Giovanni Malagò, ex-presidente do Comitê Olímpico Italiano, é indicado como principal candidato a suceder Gravina e liderar a recuperação do futebol italiano. Até junho, o técnico Gennaro Gattuso, que assumiu em 2025, provavelmente também deixará seu cargo, segundo a mídia italiana.

Após a renúncia de Gravina, o ex-goleiro Gianluigi Buffon também deixou seu posto de gerente-geral da seleção. O próximo presidente da FIGC precisará nomear um novo técnico, o quarto desde 2023, e agilizar a organização da Eurocopa de 2032, co-sediada com a Turquia.

Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, advertiu que a Itália pode perder o torneio de 2032 se não houver melhorias significativas em seus estádios, considerados por ele entre os piores da Europa.