A saída de Enzo Maresca do Chelsea foi oficializada no início de 2026, destacando a tendência do clube de realizar escolhas controversas quanto aos seus técnicos. Maresca, que assumiu o time em meio a uma crise financeira, conseguiu formar uma equipe competitiva, conquistando a Liga Conferência e surpreendendo ao derrotar o PSG, até então o time mais forte do mundo, na final do primeiro Mundial de Clubes.
Entretanto, o cenário mudou drasticamente em dezembro. Até novembro, o Chelsea ocupava a terceira posição na Premier League, a apenas seis pontos do líder, após um empate promissor contra o Arsenal, mesmo com um jogador a menos. Contudo, o time venceu apenas dois dos oito jogos disputados no mês seguinte, caindo para a quinta posição e ficando a 15 pontos do topo. Essa queda teve como pano de fundo o aumento da exigência física, já que o clube disputava a Champions League, o que elevou a carga sobre seus principais jogadores.
Durante esse período, algumas derrotas foram particularmente difíceis, como a eliminação na FA Cup para o Brighton. Em meio a esse contexto, Maresca cometeu um deslize ao sugerir que essa eliminação poderia ser benéfica no futuro, declaração que não foi bem recebida pelos torcedores e que repercutiu negativamente.
Além disso, Maresca teve episódios que geraram tensão com a direção e a torcida. Em dezembro, ele comentou sobre os "piores 48 horas" vividos no clube, sem esclarecer o motivo, o que gerou especulações. Logo depois, revelou ter conversado com representantes do Manchester City sobre ser possível sucessor de Pep Guardiola, enquanto ainda possuía contrato de longo prazo com o Chelsea, o que foi mal visto pela diretoria.
Outro ponto de discordância foi relacionado ao departamento médico. Maresca, que iniciou sua carreira como treinador após ser assistente de Guardiola, mostrou insatisfação com as restrições dos protocolos médicos, desejando mais autonomia para gerenciar o retorno dos jogadores com histórico de lesões. A recusa da direção em flexibilizar essas regras gerou descontentamento no técnico, que agiu por conta própria em diversas substituições.
Apesar do reconhecimento de sua competência, a personalidade imprevisível de Maresca foi considerada incompatível com um clube em fase de reconstrução. A decisão de demiti-lo já estava prevista para o fim da temporada, mas os resultados decepcionantes de dezembro precipitaram sua saída, visando proteger o futuro da equipe.
