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Fifa projeta receita histórica com a realização da Copa do Mundo

Expectativa de receita histórica com direitos e ingressos.
Foto: Imagem gerada por IA/ExameCopa do Mundo: torneio tera faturamento recorde
Copa do Mundo: torneio tera faturamento recorde

A Copa do Mundo de 2026, que acontecerá nos Estados Unidos, México e Canadá, promete ser um marco financeiro para a Fifa. A entidade projeta arrecadar US$ 8,9 bilhões apenas com o evento, contribuindo significativamente para um total estimado de US$ 13 bilhões durante o ciclo de 2023 a 2026. Esse montante supera em 72% o ciclo encerrado na Copa do Catar em 2022.

Os direitos de transmissão são uma das principais fontes dessa receita robusta, devendo gerar aproximadamente US$ 4 bilhões. Já os contratos de patrocínio devem trazer cerca de US$ 1,8 bilhão, impulsionados por parcerias com grandes empresas globais.

Ingressos impulsionam crescimento das receitas

No entanto, é no setor de ingressos e hospitalidade que a Fifa aposta para turbinar suas receitas. Com a ampliação do torneio para 104 partidas, a entidade espera obter mais de US$ 3 bilhões com vendas de entradas e pacotes VIP. A criação de uma plataforma oficial de revenda pela própria Fifa também deve aumentar os lucros.

Custo elevado gera críticas entre torcedores

A estratégia comercial agressiva da Fifa não passou despercebida. Torcedores criticam o aumento dos custos para acompanhar as seleções até a final, enquanto promotores em Nova York e Nova Jersey investigam os altos preços dos ingressos. Críticos acusam a organização de priorizar lucro sobre acessibilidade.

Polemicas sobre a expansão do torneio

A expansão do número de jogos também gerou controvérsia. Sindicatos e ligas europeias questionam se a decisão da Fifa considera adequadamente os impactos nos jogadores e no calendário esportivo.

Uso das receitas enfrenta questionamentos

A aplicação dos recursos obtidos pela Copa está sob escrutínio. Embora parte do orçamento financie o programa Fifa Forward, que apoia projetos em associações nacionais, críticos apontam disparidades na distribuição dos fundos. Enquanto países menores se beneficiam mais proporcionalmente, em nações populosas como Índia e Indonésia o impacto é limitado.

A governança da Fifa também está sob debate. A entidade defende que seus repasses são transparentes e auditados independentemente, mas há quem veja isso como uma ferramenta política interna. Em resposta às críticas, a Fifa afirma que reinveste seus ganhos no futebol global masculino, feminino e juvenil.