O clássico Gre-Nal, realizado no Beira-Rio, trouxe um espetáculo inesperado e eletrizante. O Internacional venceu o Grêmio por 4 a 2, de virada, em um jogo que começou com gols para ambos os lados em apenas dez minutos. A partida foi marcada pela intensa rivalidade e pela disposição ofensiva das equipes, que adotaram uma postura quase kamikaze.
O confronto também foi palco da estreia dos técnicos Paulo Pezzolano e Luís Castro, aumentando a expectativa para o embate. Pezzolano assumiu o comando do Internacional, enquanto Castro liderava a equipe gremista. Apesar de o campeonato ainda estar no início, o clássico apresentava um teste de hierarquia para ambos os times gaúchos, às vésperas do Campeonato Brasileiro.
Inicialmente, o Grêmio parecia mais ajustado, mesmo com pouco tempo de trabalho dos técnicos. No entanto, a imprevisibilidade do Gre-Nal se manifestou, transformando o jogo em um verdadeiro turbilhão. Luís Castro enfrentou críticas após a atuação instável de sua equipe, que, apesar de liderar o placar, acabou sofrendo três gols em apenas dez minutos.
Os erros típicos de início de temporada foram evidentes em ambos os lados. A defesa do Internacional mostrou-se vulnerável às investidas gremistas, enquanto o meio-campo do Grêmio parecia desorganizado. Os goleiros também tiveram desempenhos abaixo do esperado. Rochet teve uma atuação com falhas, mas Weverton, que estreava no clássico, mostrou-se ainda mais inseguro, sendo responsável por dois dos gols sofridos.
Apesar dos erros, o Internacional demonstrou uma superioridade incontestável. A equipe se destacou pelo desempenho coletivo, pelas atuações individuais e pela capacidade de reação, mesmo quando esteve atrás no placar. O clássico, que poderia ser apenas protocolar, refletiu a essência da rivalidade: no Gre-Nal, não se economiza esforços.
Além da vitória, o Internacional celebrou boas atuações individuais. Alan Patrick e Carbonero foram destaques, com o último sendo eleito o melhor em campo. Outros jogadores, como Bernabei e Rafael Borré, mostraram sinais de crescimento e recuperação, contribuindo para a moral da equipe.
A máxima de que "Gre-Nal arruma a casa" se confirmou para o lado colorado. Embora ainda seja cedo para afirmá-lo com certeza, o resultado e a atuação deram novo ânimo a Paulo Pezzolano. O time apresentou uma proposta agressiva, com transições rápidas e um forte compromisso mental, características que marcam as credenciais do técnico uruguaio. Assim, em um domingo de janeiro, o Internacional superou o Grêmio como uma tempestade de verão.
