O empresário John Textor expressou preocupações sobre o recente acordo entre o Botafogo e a GDA Luma para a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube carioca. Textor, que foi controlador do futebol alvinegro, destacou a complexidade das disputas judiciais em andamento.
Em comunicado ao 'Canal do TF', Textor afirmou que há ações significativas no Reino Unido e nos Estados Unidos contestando a propriedade das ações, referindo-se ao caso como um "litígio sério". Ele ressaltou que administradores de falência, como a Cork Gully, não podem ignorar essas questões legais.
O acordo firmado na última sexta-feira (5) prevê um aporte de 25 milhões de dólares (cerca de R$ 128 milhões) para o pagamento de dívidas, mas a transação ainda enfrenta desafios. A transferência de controle acionário depende da Eagle Bidco, ligada à Cork Gully, e envolve também negociações com o Lyon.
Os clubes Botafogo e Lyon estão em conversas para resolver pendências judiciais relacionadas a cobranças de dívidas. A Ares, credora da holding americana controladora do clube francês, também participa das discussões.
Em uma coletiva recente, Textor reiterou ser proprietário de 90% das ações do Botafogo e criticou o clube associativo. Ele alertou que o clube social poderia ser responsabilizado caso a venda para a GDA Luma seja concretizada.
