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José Boto admite pedido do presidente por mudança no planejamento do Flamengo

Diretor explica antecipação do elenco principal por razões institucionais no Carioca.
Foto: Marcelo Cortes / CRFJose Boto e Bap no Ninho do Urubu, CT do Flamengo.
Jose Boto e Bap no Ninho do Urubu, CT do Flamengo.

O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, concedeu uma entrevista ao Sportv no gramado do Maracanã antes do clássico contra o Vasco. Durante a conversa, ele abordou a interferência de Bap na antecipação da entrada dos principais jogadores em campo, o que gerou desconforto no departamento de futebol.

Boto esclareceu que, em seu ano e um mês no clube, o presidente nunca interferiu diretamente nas decisões de escalação ou estilo de jogo. Contudo, admitiu que houve um pedido para alterar o planejamento inicial por razões institucionais, devido à situação do Flamengo no Campeonato Carioca.

— Em um ano e um mês que estou no Flamengo, nunca o presidente interferiu em qualquer decisão que tem a ver com escalação do time, forma de jogar... É preciso deixar isso claro, nunca se passou. O que se passou foi que ele pediu para mudar o planejamento que tínhamos por razões institucionais, pela situação do Flamengo no Carioca. Tivemos algumas discussões sobre isso, ninguém a bater um no outro, mas apresentar os prós e contras. E foi decidido que tinha que se ajudar o clube no Carioca. Mas nem sequer a decisão de vir o elenco profissional todo foi do presidente, foi exclusiva do departamento de futebol.

O Flamengo enfrenta seu primeiro jogo com o elenco profissional após apenas nove dias de pré-temporada, uma situação semelhante ao que ocorreu em 2024. Quando questionado sobre possíveis impactos negativos desta decisão ao longo da temporada, Boto afirmou que, embora os jogadores não estejam em suas melhores condições, a decisão foi baseada em consultas a outras equipes, incluindo o PSG, que também enfrentaram situações similares.

— Se isso vai prejudicar ou não, vamos ver. Há muitas teorias de quando se deve entrar em competição ou não. Eu posso dizer que no final da temporada nós consultamos muitas outras equipes que passaram por situações dessas, equipes internacionais, inclusive o PSG, e muitos tinham visões diferentes. Então não é para nós factível o que se pode passar ou não. A única coisa que é verdade é que os jogadores não estão em suas melhores condições, mas isso também não está ninguém.

Por fim, o diretor evitou revelar se o Flamengo utilizará força máxima nos jogos subsequentes, incluindo a decisão da Supercopa do Brasil contra o Corinthians no dia 1º de fevereiro, mantendo o planejamento em sigilo.

— O planejamento está feito, mas não vamos divulgar. Para ficarem em dúvida os adversários.