Na Copa do Mundo de 2026, a Fifa introduziu uma regra que determina pausas obrigatórias para hidratação aos 22 minutos de cada tempo em todas as partidas. Essa mudança busca garantir a saúde dos jogadores durante o verão norte-americano, mas também altera significativamente a estrutura tática e comercial dos jogos.
O diretor do torneio, Manolo Zubiria, explicou que essa decisão rompe com o antigo modelo que dependia da temperatura ambiente. Agora, as pausas ocorrerão independentemente das condições climáticas, inclusive em estádios climatizados.
Cada pausa terá duração fixa de três minutos, e o tempo será reposto nos acréscimos. Isso resultará em placas de acréscimos mais longas, com pelo menos três minutos adicionais garantidos.
Impactos táticos e comerciais
A introdução das pausas técnicas oferece aos treinadores uma nova oportunidade para ajustes táticos durante os jogos. Em amistosos recentes, técnicos já têm utilizado esse tempo para instruções detalhadas e até análises por vídeo com os jogadores à beira do campo.
No aspecto comercial, as emissoras de televisão se beneficiam com novos espaços para anúncios publicitários durante as pausas. Essa mudança aproxima o futebol dos formatos já adotados por ligas como a NFL e a NBA, gerando novas receitas de patrocínio.
Detalhes da implementação
- Momento das paradas: sempre aos 22 minutos de cada tempo;
- Duração: exatamente três minutos;
- Critério climático: não depende do clima ou temperatura ambiente;
- Compensação: tempo da pausa adicionado aos acréscimos.
Dúvidas sobre a nova regra
A Fifa esclarece que os jogadores devem permanecer no campo durante as pausas. Se uma jogada ofensiva estiver em andamento no minuto 22, o árbitro aguardará sua conclusão antes de interromper o jogo.
A continuidade dessa regra após 2026 dependerá de avaliações técnicas e financeiras após o torneio.
