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Uefa descarta 'Lei Vini Jr' e confia no bom senso dos árbitros

Competições da Uefa não adotarão regra de expulsão automática.
Foto: Reproducao / CazeTVMomento em que Almiron, do Paraguai, tampa a boca para falar com Muldur, da Turquia
Momento em que Almiron, do Paraguai, tampa a boca para falar com Muldur, da Turquia

A Uefa decidiu não implementar a regra da Fifa que prevê expulsão automática para jogadores que cobrem a boca durante discussões em campo, conhecida como 'Lei Vini Jr'. A orientação foi divulgada na quinta-feira (2) às federações filiadas, indicando que nas competições organizadas pela entidade, como Liga dos Campeões e Eurocopa, os árbitros devem usar o bom senso.

A 'Lei Vini Jr', aplicada na Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, surgiu após um incidente na Liga dos Campeões. Durante uma partida, o atacante brasileiro Vinícius Júnior acusou Gianluca Prestianni, do Benfica, de insultos racistas enquanto o jogador português cobria a boca.

A decisão da Fifa de adotar a regra visa evitar que comentários discriminatórios passem despercebidos em campo. No caso citado, Prestianni recebeu uma suspensão de seis jogos por suas ofensas. Entretanto, a Uefa prefere deixar a critério dos árbitros punir com cartão amarelo ações consideradas antidesportivas sem obrigatoriedade de expulsão imediata.

Mesmo sem a aplicação direta da regra, investigações disciplinares ainda poderão ocorrer para analisar e punir atos racistas e discriminatórios. Casos como os das expulsões do paraguaio Miguel Almirón e do equatoriano Piero Hincapié na Copa ilustram a aplicação rigorosa da norma. Em contraste, Jude Bellingham não foi expulso após diálogo com Jordan Ayew ser considerado não hostil pela arbitragem.