Com o surto de Ebola na República Democrática do Congo, a equipe nacional de futebol precisará cumprir um isolamento rigoroso de 21 dias na Bélgica antes de embarcar para os Estados Unidos. A medida visa garantir a segurança durante a Copa do Mundo, conforme anunciado pelo diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para o Mundial.
A delegação congolesa já está em solo belga para treinamentos e deverá manter uma 'bolha' de isolamento até 11 de junho, data prevista para sua chegada em Houston. Caso descumpram essa determinação, correm o risco de não participar do torneio.
O surto de Ebola no leste do Congo já resultou em 177 mortes e cerca de 750 casos suspeitos. Sem vacina ou tratamento disponível para o vírus Bundibugyo, a OMS espera uma solução nos próximos dois meses.
Preocupada com a situação, a Fifa monitora o cenário junto à federação congolesa e autoridades sanitárias dos EUA, México, Canadá e OMS. A entidade assegura que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para um torneio seguro.
Adicionalmente, o CDC dos EUA impôs restrições que afetam torcedores vindos do Congo e países vizinhos como Uganda e Sudão do Sul. Esses viajantes enfrentarão obstáculos ao entrar nos Estados Unidos nos próximos dias.
A participação da seleção congolesa na Copa ainda está confirmada. No Grupo K, eles enfrentarão Colômbia, Portugal e Uzbequistão, estreando contra Portugal no dia 17 de junho em Houston.