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Corinthians enfrenta risco de novas sanções por dívidas

Clube tenta acordo para evitar transfer bans em 2024.
Foto: Rodrigo Coca / Ag.CorinthiansOsmar Stabile e presidente do Corinthians.
Osmar Stabile e presidente do Corinthians.

O Corinthians vive um momento financeiro delicado, com a Fifa já impedindo o registro de novos jogadores devido à dívida pela compra do volante José Martínez. A situação pode se agravar, pois o clube corre o risco de sofrer novas sanções por débitos acumulados na gestão de Augusto Melo.

A dívida mais urgente é de R$ 42 milhões com o Talleres, da Argentina, referente à contratação de Rodrigo Garro. O presidente Osmar Stabile tem buscado uma solução junto ao clube argentino desde fevereiro, mas ainda não conseguiu uma alternativa viável para quitar o débito.

Além disso, há um impasse relacionado ao volante Charles, adquirido do Midtjylland, da Dinamarca. A Corte Arbitral do Esporte condenou o Corinthians a pagar cerca de R$ 6 milhões ao clube dinamarquês, sob pena de enfrentar mais um transfer ban.

Fontes ligadas à gestão atual afirmam que a situação financeira do Corinthians está crítica, com o fluxo de caixa cada vez mais pressionado pelo aumento das dívidas. Nos últimos meses, o clube priorizou pagamentos maiores, como os R$ 41,2 milhões a Matías Rojas e os R$ 33,4 milhões ao Santos Laguna pelo zagueiro Félix Torres.

No entanto, dívidas menores ficaram em segundo plano e resultaram em punições judiciais. Entre essas pendências estão os valores relativos às negociações dos meio-campistas Maycon (quitada com R$ 5,4 milhões), José Martínez e Charles.

A diretoria alvinegra estima que precisará de R$ 15 milhões para resolver as questões envolvendo Martínez e Charles nas próximas semanas. Uma solução para a dívida com o Talleres também é esperada para breve.

Novas cobranças

O Corinthians enfrenta ainda ações nos tribunais que podem levar a novas sanções. O New York City cobra uma dívida pelo empréstimo de Talles Magno, enquanto há problemas no pagamento pela contratação do zagueiro Cacá por R$ 24 milhões do Tokushima Vortis, do Japão.

Todas essas contratações foram realizadas durante a presidência de Augusto Melo em 2024.