A Justiça do Rio de Janeiro determinou a suspensão dos direitos de voto da Eagle na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, mantendo Durcesio Mello como administrador do futebol alvinegro.
A decisão foi proferida pelo juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da 2ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, e divulgada na noite desta terça-feira. Além disso, a SAF do Botafogo terá um prazo de 10 dias para convocar uma assembleia-geral para discutir a situação.
Na decisão, o juiz afirma ser necessária a nomeação temporária de Durcesio de Mello como gestor da SAF Botafogo, destacando que ele deve organizar a assembleia-geral no prazo estipulado. A decisão também suspende os direitos políticos da Eagle Bidco no que diz respeito a votações na SAF Botafogo, mas preserva os direitos do Botafogo Futebol e Regatas.
Desde a última quinta-feira, Textor está afastado da gestão direta da SAF, embora ainda participe de atividades do clube. No sábado, ele acompanhou a vitória do Botafogo sobre o Internacional no Estádio Mané Garrincha, junto aos torcedores.
No organograma corporativo, Danilo Caixeiro atua abaixo de Textor, ocupando o cargo de chefe operacional. No entanto, a SAF já havia decidido que Durcesio Mello, ex-presidente do clube social, assumiria o papel de diretor geral durante a ausência de Textor.
Desde o ano passado, Textor enfrenta uma disputa com a Ares, fundo que financiou sua aquisição do Lyon, mas que não foi reembolsado. Como garantia, Textor ofereceu ações da SAF do Botafogo, permitindo que a Ares influenciasse decisões gerenciais na Eagle.
Em março, a Justiça extinguiu um processo iniciado em 2025, determinando que a disputa seria resolvida no Tribunal Arbitral da FGV. A arbitragem, um meio privado de resolução de conflitos, é considerada jurisdicional, com sentenças finais. No caso, a FGV foi escolhida para arbitrar a disputa entre Ares, Textor e Botafogo Social.