Futebol em Foco

Alex revela bastidores de conversa com Cruzeiro em 2025

Alex detalha negociação com Cruzeiro após saída de Diniz.
Foto: Gustavo Aleixo / CruzeiroAlex no Cruzeiro.
Alex no Cruzeiro.

Ídolo do Coritiba e do Cruzeiro, Alex compartilhou detalhes sobre uma conversa crucial com a diretoria do clube mineiro em 2025. Na ocasião, o ex-jogador discutiu a possibilidade de assumir o comando da equipe após a demissão de Fernando Diniz. A revelação aconteceu em entrevista à Globo, dias antes do confronto entre os dois clubes pelo Campeonato Brasileiro.

Durante o diálogo, Alex interagiu com Alexandre Mattos, então CEO do Cruzeiro, que deixou claras as intenções da diretoria. O ex-técnico do Antalyaspor estava em busca de novas oportunidades no Brasil, após sua experiência de 21 jogos na Turquia, além de passagens pelo Sub-20 do São Paulo e pelo profissional do Avaí.

Segundo Alex, Mattos foi bastante transparente ao abordar a situação: “Alex, acompanhamos seu trabalho, apreciamos sua forma de ver o futebol, mas há outros nomes à frente. Queremos desenvolver algo, mas sem promessas imediatas”. Poucos dias após essa conversa, o Cruzeiro optou pela contratação de Leonardo Jardim.

O Cruzeiro tinha outras prioridades no mercado, visando um treinador experiente para garantir a participação na Libertadores. Embora tenha negociado com Renato Gaúcho, a escolha final recaiu sobre Leonardo Jardim, que conduziu a equipe à semifinal da Copa do Brasil e à terceira posição no Campeonato Brasileiro.

Sem clube até junho, Alex aceitou o desafio de comandar o Operário, que lutava contra o rebaixamento na Série B nacional. Apesar de conseguir manter o time na divisão, foi demitido após um início complicado no Campeonato Paranaense deste ano.

Alex comparou seu início como técnico ao começo de sua carreira como jogador no Coritiba. Ele destacou como a experiência de campo influencia seu trabalho fora das quatro linhas. “Como jogador, eu era apenas mais um, mas como técnico, estou sempre sob os holofotes”, explicou Alex, mencionando as constantes pressões da nova função.

A carreira como atleta foi mais fluida, e as dificuldades, embora semelhantes, foram mais naturais. “Na carreira de jogador, não há a iminência de perder o emprego em três semanas. Como técnico, essa incerteza é constante”, concluiu Alex.