Uma nova onda de punições abalou o futebol na China, com a Federação Chinesa de Futebol banindo 17 indivíduos de atividades esportivas devido a envolvimento em corrupção e manipulação de resultados. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira e faz parte de um esforço contínuo para limpar o esporte no país.
As punições foram baseadas em veredictos de tribunais populares que confirmaram as atividades ilegais dos envolvidos. A federação destacou a importância da ação para garantir a integridade das competições nacionais, aplicando uma política de “tolerância zero” contra práticas corruptas.
Além dos banimentos permanentes, 48 outros profissionais receberam suspensões temporárias, algumas chegando a cinco anos. O Comitê de Disciplina e Ética da CFA considerou diversos fatores ao definir as penas, como a gravidade dos atos e os valores financeiros envolvidos.
A operação também impactou clubes, com o Meizhou Hakka sendo penalizado após novas evidências virem à tona. O clube enfrentará uma dedução de seis pontos na temporada de 2026 e uma multa de 800 mil yuan, equivalente a cerca de R$ 610 mil.
Em resposta às recorrentes denúncias envolvendo manipulações e apostas ilegais, a CFA planeja intensificar os mecanismos de fiscalização. Nos últimos anos, investigações abrangendo dirigentes, árbitros e jogadores têm sido parte central da campanha anticorrupção no futebol chinês.
