A Federação Belga de Futebol, mesmo após garantir sua vaga nas quartas de final com uma vitória expressiva sobre os Estados Unidos, mantém pressões sobre a Fifa. A entidade busca esclarecimentos sobre a reversão do cartão vermelho do atacante norte-americano Balogun, que teve seu cartão anulado antes da partida decisiva contra os belgas.
Em comunicado, a federação belga destaca a necessidade de um sistema disciplinar que assegure transparência e igualdade de tratamento. A decisão controversa permitiu que Balogun jogasse contra a Bélgica nas oitavas de final, embora sua participação não tenha evitado a derrota dos EUA por 4 a 1.
O caso gerou reações tanto dentro quanto fora de campo. A comemoração provocativa dos jogadores belgas após um dos gols foi direcionada ao presidente dos EUA, Donald Trump, que teria interferido no processo ao contatar o presidente da Fifa, Gianni Infantino.
Relatos indicam que Trump pressionou pela revisão do cartão alegando manipulação de resultados pelo árbitro Raphael Claus, embora nenhuma evidência tenha sido encontrada. O chefe de arbitragem da Fifa defendeu Claus, mantendo sua participação no torneio.
A Bélgica já havia tentado contestar a decisão assim que ela foi anunciada, mas seus recursos foram rejeitados pelo Comitê Disciplinar da Fifa. Nas redes sociais, o perfil oficial da seleção europeia ironizou a situação com o comentário: "revertam isso".
Comunicado oficial
No comunicado oficial, a Federação Belga agradece o apoio dos torcedores e reafirma seu compromisso em defender princípios justos no futebol internacional. "Independentemente dos resultados esportivos", afirma a nota, "continuaremos defendendo esses princípios para evitar arbitrariedades".
Próximos desafios
A seleção belga agora se prepara para enfrentar a Espanha nas quartas de final na próxima sexta-feira. Enquanto isso, aguarda-se se haverá alguma resposta adicional por parte da Fifa em relação às preocupações levantadas pela Bélgica.
