O Botafogo vive um momento delicado com a Fifa após acumular três transfer bans, sendo o mais recente anunciado nesta segunda-feira. A situação levanta dúvidas entre os torcedores sobre a possibilidade de o clube perder pontos ou até ser rebaixado devido às punições. O Código Disciplinar da Fifa fornece diretrizes claras sobre essas sanções.
A dívida com o Atlanta United, referente à transferência de Thiago Almada, gerou a última punição. Inicialmente, o Botafogo pagou 10 milhões de dólares, mas atrasou a segunda parcela do acordo. Este é o segundo transfer ban pela mesma dívida, agora por "prazo indeterminado".
O Código Disciplinar da Fifa prevê que, em casos de "descumprimento persistente" ou "infrações repetidas", o clube pode enfrentar dedução de pontos ou rebaixamento, além da proibição de inscrever novos jogadores. Essas medidas são consideradas se o clube não cumprir a proibição de inscrição por três períodos consecutivos ou em casos de violações graves.
Para tentar aliviar a situação, o Botafogo busca que as punições sejam adaptadas ao contexto de sua recuperação judicial, esperando que a Fifa suspenda as sanções. A recuperação judicial impede que credores executem dívidas, mas transfer bans anteriores, como os do Atlanta United e Ludogorets, permanecem inalterados e devem ser pagos.
O Botafogo enfrenta ainda outros desafios financeiros. Em abril, recebeu uma punição ligada a uma dívida com o Ludogorets pela contratação de Rwan Cruz. Em maio, outra sanção surgiu devido à dívida com o New York City pela contratação de Santi Rodríguez. O clube não honrou as parcelas de 5 milhões de dólares, ampliando suas dificuldades financeiras.
